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A Volta de Mortimer Palheta - Parte II - Fiumicino

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  Onça Preta - AreasJr. - a.s.t.        Ranieri Kassadian preferiu pegar o trem na Estação Termini pois, no máximo, em 30 minutos estaria no Aeroporto Leonardo Da Vinci, em Fiumicino. Ficava à apenas 35 kms do centro histórico de Roma, mas nesse horário o trânsito na A91 estava terrível e não queria arriscar perder seu voo.         Há muito tempo planejava essa viagem, foram anos de pesquisas e planejamentos e finalmente estava sendo colocado em prática! Não conseguia esconder a ansiedade, mas isso era normal depois de tanto empenho para realizar a missão de sua vida. Apesar de tudo, essa era a parte mais fácil pois, conseguira bastante informações sobre os primeiros destinos de sua viagem, não ocorrendo o mesmo com o destino final. A falta de informações sobre a Ilha era simplesmente inaceitável.         Ranieri foi nas mais prestigiadas bibliotecas da capital italiana, conversou com professores e visitou a embaixada do B...

A Volta de Mortimer Palheta - parte I - No Marajó

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Onça no Bananal - AreasJr. - a.s.t.    Na pequena cidade do Marajó ainda era o tempo em que para se telefonar tinha que ir ao posto de serviço da telefônica estatal, pedir ligação para a telefonista e esperar, esperar, esperar... Só se chegava na cidade, vindo de Belém,  por barco ou teco-teco. Mortimer veio de barco. Não se surpreendeu com o que viu, apesar de quase dez anos sem botar o pé em sua terra! Não havia mudado nada. ou melhor: o velho trapiche de madeira estava mais quebrado! - Ô pobreza!pensou.    O primeiro que o viu saindo do "Ventania do Mar" foi "Sete Doses" que,  com seu bafo de cachaça característico, o cumprimentou: - Fala parente! Tudo beleza? Veio passear ou voltou de vez? (-Começou o interrogatório - pensou Mortimer)  - Passear, respondeu rápido tentando se livrar do bêbado. - Pra que a pressa Morti, embora conversar! Tu não tens um troco pra me arrumar pra eu tomar uma? Mortimer nem olhou para o "amigo", virou de costas e saiu em...

Açai- Produto Marajoara

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 Esse é o N/M Luiz Afonso,  um dos muitos navios que fazem a linha São Sebastião da Boa Vista-Belém, além de ferry-boats e catamarãs. Esse vai e vem de passageiros e cargas é fator importante, é primordial para a nossa economia; corresponde, simploriamente falando, em entrada e saída de dinheiro, movimentando a economia local. Um dos principais produtos econômicos de Boa Vista é retirado das nossas florestas: o Açai!  Sua exploração ocorre de maneira sustentável,  havendo em poucas áreas a plantação sistemática do mesmo, ou seja: é um produto derivado do extrativismo vegetal. Isso não é propriamente uma novidade, o que realmente surpreende é a ausência de indústrias em nossa cidade para a manufatura do Açai. Não falarei de renda que se deixa de ganhar, perguntarei,sim!, quantos empregos deixam de ser gerados em nosso município??

Perigo! Perigo!

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 Perigo! Perigo! - a.s.t. - AreasJr. Na década de 60, foi lançada nos Estados Unidos a série de TV "Perdidos no Espaço", uma visão futurista do clássico "Os Robinson Suiços". Em poucas palavras, a família Robinson fazia uma viagem interplanetária, se perdendo no espaço sideral. Contava no seu elenco, entre outros, com o "galã" Guy Williams, que já estrelara "Zorro", da Disney, grande sucesso no final dos anos 50. Porém, contra todas as expectativas dos produtores, a grande atração da série, o preferido do público, acabou sendo o vilão! Dr. Zachary Smith, interpretado pelo veterano Jonathan Harris. Dr, Smith era um covarde sem escrúpulos que manipulava,de todas as formas possíveis, a tripulação à bordo da Júpiter. Sua principal vítima era o robô da nave.  Não é incomum o vilão ser o preferido das pessoas, seja na ficção ou na vida real, seu poder de manipulação sobre as pessoas age como se fosse uma hipnose coletiva. A maioria se apresenta em pele...

Carimbó

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AreasJr. - a.s.t. - 2016 Com raízes indígenas e influência africana, o Carimbó é a música, e dança, típicas do estado do Pará, principalmente nas regiões do Salgado (nordeste paraense) e da ilha do Marajó. Se tornou conhecido nacionalmente na interpretação única de Pinduca, o "Rei do Carimbó", Fafá de Belém, e mais recentemente na voz de Lia Sophia e Dona Onete. Seu nome vem do Tupi "Curimbó",da junção de "curi"( pau oco) e "m'bó"(furado), "pau que produz som" em português.  AreasJr. - a.s.t. É composto por instrumentos de pau e corda, basicamente, mas, com o passar do tempo, foram sendo introduzidos outros instrumentos e se modernizando. Aqui em São Sebastião da Boa Vista temos os grupos Sereia, Papa Manga e Artemar que tocam e dançam o Carimbó raiz. O carimbó é patrimônio nacional e Marajoara que encanta as pessoas e contagia com seu ritmo gostoso. Sua dança envolvente não deixa ninguém parado.  AreasJr. - a.s.papel  

Os caminhos para casa

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 "Fundos de casa" - 2019 - A.S.T. - AreasJr. Todos os caminhos levam à Roma, diz o antigo ditado, mas me pergunto, todos os caminhos me lavam para casa? Cheguei em São Sebastião da Boa Vista em 1979, uma criança pré adolescente,  e meu pai veio tomar conta de uma fábrica de palmito, que é extraído do açaizeiro (Euterp Oleracea), árvore abundante na região, de onde também é extraído o saboroso açaí, prato principal em qualquer refeição paraense e marajoara (mas isso é papo pra outro dia!). Boa Vista é cercada de água por todos os lado e repleta de pontes de madeiras (estivas), principalmente naquele tempo, daí que um político resolveu apelida-la de "Veneza do Marajó". Morávamos no mesmo local onde era fabricado o palmito, um velho barracão de madeira, lindo na sua majestade decadente e cheio de novidades para uma quase criança que começava a descobrir outras coisa interessantes além do futebol com os colegas. Chegamos em janeiro, nas festividades do padroeiro, o Glor...

Esse rio é minha rua - Os caminhos de São Sebastião da Boa Vista

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 São Sebastião da Boa Vista é, segundo dados do IBGE, um dos menores municípios do arquipélago marítimo-fluvial do Marajó. Possui população estimada de pouco mais de 26 mil habitantes e faz parte da microrregião de furos de Breves. Cercada por rios, igarapés, furos e paranás por todos os lados, a única maneira de se chegar na cidade é através de via fluvial. Detalhe do Furo Santo Antonio, tendo ao fundo navio da linha para capital e mais adiante o Rio Pará. (foto: Rafael Areas Junior) "Esse rio é minha rua", assim diz a letra da música de Ruy e Paulo André Barata, que mostra com clareza os caminhos de São Sebastião.  A rede de transporte fluvial para a capital do estado, Belém do Pará, é composta de diversas embarcações de ferro, todas com capacidade superior à 100 passageiros, acomodados em redes ou em confortáveis camarotes, além de lanchonetes para refeições rápidas. Em sua quase totalidade, essas embarcações viajam à noite, com a exceção da embarcação do tipo Catamarã, qu...